Como construir uma carreira em Marketing Digital?

Como construir uma carreira em Marketing Digital?
Artigos
06 de Fevereiro
0
comentários

As novas áreas de atuação e funções que surgiram, aperfeiçoaram-se ou ramificaram-se com o desenvolvimento das ferramentas digitais já não são novidade para ninguém. A tecnologia modificou não apenas o ritmo do mercado, mas também os processos e estágios percorridos pelos profissionais nas atividades que realizam.

Esse cenário encontra-se, ainda hoje, em contínua evolução. Por isso, acompanhar as inovações pode causar a sensação de estar se afogando em informações. Temos contato diário e frequente com inúmeros dispositivos, canais e recursos digitais. Mas, principalmente, estamos expostos às criações de profissionais especializados em considerar nossos desejos e necessidades em benefício da divulgação de seus produtos e serviços.   

Mas se pedíssemos que listasse os profissionais envolvidos na produção de um anúncio no Facebook, por exemplo, como você se sairia? Provavelmente apontaria o designer, o redator e o gerente de mídias, mas se lembraria do Analista de Facebook Ads ou do Gestor de Comunidades Online, por exemplo?  

 

E se precisasse apontar as habilidades fundamentais para atuar na área? Criatividade e conhecimento sólido das ferramentas digitais. Mas é só isso?

 

Neste artigo, vamos explorar não só as possíveis carreiras em Marketing Digital, mas também os conceitos, conhecimento e habilidades que o profissionais devem adquirir e constantemente aperfeiçoar a fim de acompanhar a dinâmica do setor.

 

Uma nova mentalidade

O Marketing Digital surgiu de um novo modelo mental. As decisões que antes eram influenciadas por mídias tradicionais e tomadas no espaço físico das lojas ganharam uma nova etapa, amparada pela tecnologia. A ação de recorrer à internet para se informar sobre o produto ou serviço desejado antes de comprá-lo passou a ser definida pelo termo “Zero Moment of Truth (ZMOT)”, ou Momento Zero da Verdade. Cunhado pelo Google, o conceito é a melhor representação da nova forma de pensar dos consumidores que, consequentemente, motivou a nova forma de pensar do marketing.

No livro “Conquistando o Momento Zero da Verdade”, Jim Lecinski explica a diferença entre os modelos mentais de consumo: o consumidor costumava receber um estímulode compra de um anúncio e seguir direto para o primeiro momento da verdade (ou “prateleira”, quando tinha contato com o produto na loja) e então para o segundo momento da verdade (experiência pós-compra); todas as etapas ainda existem hoje, a diferença é que entre o estímulo e o primeiro momento, acontece o Momento Zero, quando os consumidores buscam na Internet todas as informações que irão sustentar sua decisão de compra.

Se a escolha do consumidor acontece online, é aí que devem estar os esforços de venda, de persuasão. Então, o marketing digital surge para acompanhar esse movimento, gerando estratégias capazes de entender o que o consumidor procura na Internet, o que o influencia e como racionaliza suas escolhas.

“Se você é um gerente de marcas, você tem políticas, metodologias, treinamento, agências de marketing do comprador, parceiros e orçamentos para ganhar aqueles três passos originais de estímulo, prateleira e experiência. Mas o que você tem para ganhar aquele momento em que a pessoa pega o laptop — o Momento zero da verdade?” - Jim Lecinski

O marketing encontrou a resposta em uma palavra: conteúdo.

 

Palavra-chave que rege o marketing digital, a forma como as marcas passaram a valorizar a criação de conteúdo como instrumento para vendas e expressão da marca representa não só uma mudança no canal de decisão, mas no processo mental e nas novas prioridades do consumidor.

As pessoas não utilizam os canais digitais no Momento Zero para se informar superficialmente sobre preço e funcionalidades. Elas procuram referências, opiniões, comentários, comparações, notícias e uma infinidade de outras informações capazes de tornar a sua escolha o mais certeira possível. Já não se interessam por simples frases de efeito e desprezam marcas que não demonstram valores e responsabilidade social.

Nesse cenário, surge o Inbound Marketing, uma ramificação do marketing digital que tem como princípio atrair e converter clientes voluntariamente por meio da produção de conteúdo. Artigos, vídeos, e-books, podcasts... uma variedade de formatos e técnicas surgiu para sustentar a demanda tanto dos profissionais responsáveis pela criação do conteúdo, quanto do público ávido por consumi-lo.   

Mas quem são esses profissionais? Porque se a mentalidade e os métodos mudaram, consequentemente as habilidades exigidas pelo mercado tiveram de se adaptar a essas alterações. Portanto, uma diversidade de novos cargos passaram a  estampar currículos:

Consultor de marketing digital: responsável pela definição das melhores estratégias e ações em benefício da exposição online da marca. Ou mesmo pelas ações offline que afetam a presença da mesma nas mídias digitais.

Gestor de redes sociais (ou social media): passar o dia no Facebook nunca foi tão útil! O gestor de redes sociais deve ter conhecimento profundo das principais redes e, por isso, passar horas navegando tornou-se o treinamento ideal para o cargo. Mas não se iluda pensando que o trabalho se resume a atualizar status e criar posts “engraçadinhos”. A função exige muito pensamento analítico e segurança para testar ideias, sem temer falhas. Isso porque tudo o que é postado nas redes sociais deve ser cuidadosamente considerado antes.

Em que horário essa postagem irá gerar maior engajamento? Esse é o tipo de conteúdo que meu público quer ver? Devo investir em anúncios? Por que essa postagem não foi tão bem quanto a outra? Como devo responder a este comentário? Essas e inúmeras outras questões são comuns no dia-a-dia do social media.

6 ferramentas indispensáveis

Atualmente, conhecimento técnico já não se resume a conceitos de sua área de atuação, mas se expande para o uso de tecnologia que facilita o trabalho e favorece a produtividade. Algumas ferramentas são não apenas úteis, mas indispensáveis:

Buffer: ferramenta para gerenciamento de redes sociais. É possível agendar postagens, acompanhar o engajamento dos seguidores e até mesmo receber sugestões de otimização do conteúdo. Trabalha com as principais redes: Facebook, Instagram, Twitter, LinkedIn, Pinterest e Google+.

Mailchimp: permite a automação das campanhas de e-mail marketing, desde simples newsletters até conteúdos mais robustos para e-commerce. É gratuito para até 2 mil assinantes.

Ubersuggest: no site, é possível fazer uma pesquisa bem completa por palavras-chave a serem usadas em anúncios e estratégias de SEO, incluindo palavras relacionadas, volume de pesquisa, seu custo no Adwords e mesmo o quão concorridas elas são.

Typeform: a importância das pesquisas é de grande relevância para sustentar decisões de marketing mais precisas. Por isso, questionários atrativos e fáceis de serem respondidos são fundamentais. E é assim que o Typeform estimula os participantes: layouts instigantes e convidativos porque, como diz a frase de efeito no site, “como você pergunta é tudo”.

Canva: editor de imagens online e gratuito. É bastante intuitivo, até mesmo para quem não tem qualquer conhecimento de design gráfico. Isso porque oferece uma infinidade de layouts já prontos, inclusive no tamanho apropriado para o objetivo da sua imagem, seja ela um post para Facebook ou um pôster a ser impresso. Além de imagens gratuitas, ícones, gráficos, entre outros.

Unbounce: crie landing pages (páginas de destino) e popups (banners) de forma simples e rápida. O Unbounce permite grande flexibilidade na criação de produtos digitais para um negócio, já que simplifica o processo de elaboração de páginas para a apresentação de um produto, serviço ou da marca em geral.

 

Você tem o perfil para trabalhar com marketing digital?

Conhecimento técnico não é tudo! O domínio das principais técnicas é fundamental, mas por ser uma área que lida diretamente com pessoas, algumas habilidades interpessoais (ou soft skills) devem ser desenvolvidas ou potencializadas a fim de criar conteúdo relevante. Afinal, o alcance dos resultados almejados depende de uma combinação de fatores no perfil do profissional de marketing.

A busca por aprendizado constante, por exemplo, é essencial para manter-se atualizado sobre o mercado e sobre as mudanças que ocorrem no universo digital e das novas tecnologias.

Uma boa porção de pensamento analítico também deve ser adicionada à receita, afinal, é uma habilidade primordial para a análise de métricas e a tradução desses dados em informações valiosas para a marca.

Devido ao seu caráter social, a função exige tanto empatia para entender os desejos e motivações do público, quanto criatividade para atrair sua atenção e transformar potenciais clientes em clientes reais.

De acordo com o blog da Udacity, uma visão 360º do negócio também é fundamental:

“O conhecimento específico de marketing não é a única exigência para trabalhar na área: é preciso ir muito além! Seja em uma grande ou pequena empresa, o domínio sobre o nicho de mercado de atuação é mais do que uma necessidade.”

Organização e dinamismo vão auxiliar o profissional em sua rotina multitarefa e dependente de detalhes que influenciam seus resultados direta ou indiretamente, dos melhores horários para postar nas redes sociais até a análise da quantidade de cliques mensais no site da empresa.  

Conheça seu mercado

E essa é uma dica que funciona para todo profissional, de qualquer área: conheça o setor em que trabalha. Mantenha-se atualizado(a) sobre tendências, técnicas e os anseios do público para o qual trabalha. Estar atento à movimentação do mercado vai tornar o seu aprendizado natural, tanto de ferramentas e conceitos, quanto das habilidades que estão sendo exigidas e os novos cargos que surgem com elas.   

 

Fonte: Revista QB

Enviar para um amigo