Home office e tecnologia: dicas para profissionais e empresas

Home office e tecnologia: dicas para profissionais e empresas

Sylvia Bellio, especialista em Infraestrutura de Tecnologia da IT Line Technology apresenta orientações de infraestrutura para profissionais e empresas deixarem o trabalho home-office mais efetivo.

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22 de Junho
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Essa modalidade de trabalho proporciona diversos benefícios, como a redução de custos com transporte, alimentação e estações de trabalho pelas empresas, e mais conforto, flexibilidade de horário e tempo para que os profissionais se dediquem à família.

Uma pesquisa divulgada recentemente pela Global Evolving Workforce, realizada pela Dell e Intel, aponta que 52% dos brasileiros que trabalham em casa têm mais tempo para a família, 49% se sentem menos estressados, 45% dirigem menos e 33% dormem mais. O estudo também mostra que, ao contrário do que se acreditava, 54% dos profissionais em home-office são mais produtivos.

Pensando em facilitar a vida de empresas e dos profissionais, Sylvia Bellio, especialista em Infraestrutura de Tecnologia da IT Line Technology apresenta orientações de infraestrutura para profissionais e empresas deixarem o trabalho home-office mais efetivo.

 

Dicas para os profissionais

1) Escolha um computador adequado.

Certifique-se da procedência do seu material de trabalho. Também é fundamental levar em consideração os requisitos de segurança do equipamento e dos softwares, pensando na questão de furto de dados corporativos.

A conectividade do equipamento precisa estar adequada às necessidades do acesso, por isso verifique se as especificações técnicas - processador, memória e discos - atendem sua necessidade. Se você usa o computador apenas para navegar na internet, usar editores simples de texto e de imagens, pode ter um processador dual-core. Se vai exigir um pouco mais de desempenho, usando recursos multimídia, é mais adequado investir num com quatro núcleos. Caso vá realizar multitarefas e rodar, por exemplo, conteúdos em 3D, aposte em processadores de última geração, que oferecem até oito núcleos e cinco GHz de clock e placas de vídeo dedicadas.

Outra aplicação essencial é a memória RAM, que pode ser mais básica (1 ou 2 GB) para quem realiza tarefas mais simples, e ter 4 GB para uso moderado e frequente, a fim de evitar que o equipamento trave. Quando se faz uso de muitos aplicativos, é aconselhável ter memória RAM top de linha, ou seja, acima de 16 GB. Para garantir agilidade no uso do computador, também é importante observar a capacidade de armazenamento do HD (Hard Disk), ou disco rígido.

  

2) Adquira os softwares e hardwares indispensáveis para o home-office.

É muito importante ter uma suíte de aplicativos office e uma solução de redes confiável. Os demais itens do hardware devem ser escolhidos levando em conta os requisitos das aplicações de negócios. Para não ter problemas com segurança, nunca utilize softwares piratas, e atualize-os quando o fabricante recomendar.

 

3) Conheça soluções para suporte de espaço.

Dependendo da demanda, trabalhar em casa pode consumir rapidamente a memória do seu computador. Para lidar com essa questão, invista em aplicativos de acesso remoto, nativos no sistema operacional ou de terceiros, que permitam a gestão e o suporte remoto dos equipamentos. Outra opção é o armazenamento em nuvem, que tem como maior vantagem a flexibilidade, já que o acesso independe do local aonde o colaborador está. Lembrando que sempre é necessário conhecer e respeitar a política de segurança e controle da empresa.

 

Dicas para as empresas

Controle da jornada e produtividade

A maior oferta de vagas para teletrabalho teve reflexo, inclusive, na Reforma Trabalhista de 2017, que alterou a CLT e estabeleceu regras próprias que diferenciam o home-office do trabalho alocado. Dentre as mudanças principais, está a não limitação da jornada – com a nova legislação, o empregador deverá controlar as atividades considerando tarefas e prazos.

 

Sylvia Bellio, especialista em infraestrutura de TI da IT Line Technology, conta que existem apliances e aplicações que monitoram produtividade, que podem chegar a um nível de granularidade de análise na qual é possível saber quanto tempo o funcionário passou em cada aplicação, além de detectar se a aplicação estava em uso real ou apenas aberta na máquina remota. “Desta forma, os gestores conseguem cruzar dados e analisar detalhadamente a produtividade do usuário”, observa Sylvia.

Normalmente, os sistemas empresariais também possibilitam o controle dos horários de logins, de acordo com as políticas das empresas. “Além disso, mais do que a parte que se refere a tecnologia, existe toda a política trabalhista, que precisa ser bem acompanhada por uma assessoria jurídica”, ressalta Bellio.

 

Segurança e compartilhamento de informações

Nesse novo cenário, empresas e trabalhadores precisam estar atentos a algumas medidas para que o home-office ofereça segurança para ambos. No caso das organizações, vale seguir as normas de segurança e governança de TI, que abordam profundamente a questão de Segurança da Informação.

“Adotadas estas premissas, é importante obter outras formas de rastrear o uso e a localização do equipamento. Existem vários softwares capazes de controlar este tipo de auditoria”, detalha a especialista.

 

As vantagens da virtualização

Dependendo do tipo de atividade contratada, a empresa pode apostar na virtualização de aplicação e estações de trabalho, realizada por ferramentas de computação baseadas num servidor como por exemplo soluções de Virtualização de Desktops. Como explica Sylvia Bellio, elas são capazes de entregar áreas de trabalho remotas e aplicações empacotadas para acesso remoto, independentemente da aplicação, do dispositivo ou da banda de acesso. Assim, toda a parte de computação ocorre nos servidores, portanto todos os dados ficam centralizados dentro do datacenter da empresa, sendo transferidos para o usuário final somente tela, teclado e mouse.

 

Por: Mundo RH

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