Lições de empreendedorismo de grandes bandas do rock

Lições de empreendedorismo de grandes bandas do rock

Você deve conhecer esses 4 rapazes de Liverpool, não?

Muito além do amor pela música, essas bandas de rock também passam ótimas lições de empreendedorismo

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25 de Setembro
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Algumas pessoas costumam pensar em bandas de rock como rebeldes que tiveram a sorte de fazer sucesso com suas músicas e ganharam pilhas de dinheiro. Mas conquistar e manter seguidores por gerações, em continentes completamente diferentes, é uma arte que vai além da música. É empreendedorismo puro.

Uma banda de sucesso pode ser comparada a uma empresa com funcionários (músicos) e consumidores (fãs). O rock em si é uma indústria: é preciso considerar parcerias, propriedade intelectual, identidade visual, concorrência e muitos outros aspectos do negócio.

Longe de gravatas, salas de reuniões e conferências, alguns ensinamentos do mundo dos negócios podem ser encontrados na experiência de bandas de rock que se mantém no topo há décadas. Tanto pela paixão pelo que fazem e talento musical, quanto pelas lições de empreendedorismo.

Bandas de rock que ensinam valiosas lições de empreendedorismo:

Kiss

Kiss. (Créditos: Pinterest)

Além de baixista da lendária banda de hard rock Kiss, Gene Simmons é também um dos business men mais bem sucedidos do mundo da música. Simmons é dono de uma gravadora, um time de futebol americano e diversos restaurantes nos Estados Unidos.

Em entrevista à revista Forbes, o linguarudo revelou que sua banda pode não ser a melhor do mundo, nem ele o melhor baixista/vocalista. Mas o Kiss é, sim, um ótimo produto, que o permitiu explorar outras possibilidades.

Em 2014, o músico lançou o livro “Eu S/A”, em que compartilha diversas lições de empreendedorismo que aprendeu enquanto construía sua carreira. A obra quer ensinar aos empresários como “construir um império, libertando o Deus do Rock que mora dentro de você”.

Atualmente, a marca KISS é uma das mais fortes da indústria do rock, comercializando qualquer produto possível, desde escovas de dentes a caixões. A variedade com que a banda tem trabalhado nos seus mais de 35 anos a fez com que tivesse mais de 3 mil produtos licenciados em seu nome e um valor de U$500 milhões em produtos vendidos.

 

Iron Maiden

O heavy metal do Iron Maiden conquistou uma legião de fãs apaixonados ao redor do mundo. Os admiradores do Maiden acompanham os shows, compram discos novos, camisetas, e até mesmo a linha própria de cervejas The Trooper por uma simples razão: eles amam a banda, e a seguem fervorosamente.

E assim pode ser também nos negócios. É importante atender seu publico bem para criar uma conexão além de consumidor e empresa.

Para quem não sabe, além de vocalista da banda, Bruce Dickinson também fatura com os produtos licenciados, é investidor anjo de startups, piloto de avião há mais de 15 anos e ainda é dono de uma empresa de aviação.

Bruce Dickinson e Steve Harris. (Créditos: ironmaiden.com)

 

Em 2014, Bruce ministrou uma palestra sobre empreendedorismo na Campus Party, evento de tecnologia que acontece todos os anos em São Paulo. No evento, ele comparou empresas a bandas e ainda deu ótimas dicas para quem quer apreender e atingir o sucesso.

“Basta ver o que a Apple consegue fazer em um lançamento, com filas e mais filas nas lojas. Apesar de os produtos serem muito bons, isso só acontece por causa da adoração dos consumidores pela empresa”, afirmou.

Merece destaque aqui o ótimo exemplo da The Trooper, cerveja criada pensando nas pessoas que gostam do Iron Maiden, mas assistem aos shows de casa, pelo YouTube e baixam música ilegalmente.

Segundo Bruce, a maioria deste público consome cerveja quando faz essas atividades, o que, querendo ou não, ajuda a gerar lucro para a banda neste momento de crise da industria fonográfica.

“Chegou uma hora que produzir CDs deixou de ser lucrativo, mas as pessoas ainda ouvem a sua música. Então tive a ideia de fazer cerveja, e o que aconteceu é que passamos a vendê-la associada à música. O disco acabava sendo subsidiado pela bebida, porque a mesma pessoa só compra um DVD ou download uma vez, mas quantas cervejas ela bebe? Muitas! E o sucesso da cerveja vem da fama da música – já atingimos 2,5 milhões de litros da The Trooper vendidos”, explicou.

Para o mundo dos negócios, vale o ensinamento de que pensar de forma criativa e “fora da caixa” é uma ótima maneira de contornar crises. Se algo não está dando certo, tente de outra forma, diferente dos seus concorrentes.

 

The Rolling Stones

Com mais de 50 anos de carreira, os Rolling Stones possuem um dos logos mais conhecidos do mundo, identidade visual essa que foi essencial para transformar a banda em uma marca.

Qualquer pessoa, em qualquer parte do mundo, ao ver os lábios e a língua para fora consegue associar a imagem aos Stones.

The Rolling Stones (Créditos: rollingstones.com)

Desenhado em 1970 pelo designer John Pasche, o logo captura com perfeição a rebeldia e o lado mais sexy da banda.

Licenciado para aparecer em canecas, bolsas, camisetas, e outros milhões de produtos, o logo rendeu uma fortuna significativa à banda ao ser vendido para o museu de design V&A, por R$ 186,7 mil.

Ter um logotipo forte é muito importante para o sucesso, pois ele é a assinatura da empresa, traduzindo visualmente a personalidade da marca e fazendo com que as pessoas se identifiquem.

 

The Beatles

No mundo dos negócios, inovar é preciso, e uma das principais razões para o sucesso dos Beatles já ultrapassar 60 anos desde a sua formação é a inovação. O grupo foi um marco na história e transformou o mundo da música.

Na época em que viviam, os jovens estavam cansados da “mesma coisa”. Eles buscavam revolução, não apenas musical, mas também ideológica. O quarteto de Liverpool então começou a fazer um som diferente de tudo que o antecedeu.

The Beatles (Créditos: Thinglink)

Isso foi muito importante para mudar o cenário da música e, sem medo, eles continuaram se reinventando, buscando sempre inovar o próprio som. Ter a noção de trabalhar com o público certo também foi de extrema importância para colocar os Beatles no topo.

Com simplicidade, disciplina e dissonância (no sentido de experimentar algo novo, mesmo que cause estranheza de primeiro momento), eles conquistaram o público que almejavam, além de mostrarem algo completamente diferente ao mundo.

 

Fonte: Widoox

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