Modernização das relações de trabalho

Modernização das relações de trabalho

Reflexos da Reforma Trabalhista e da Terceirização frente à Revolução Digital 4.0 e a gestão de RH 

Entrevistas
30 de Agosto
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Wolnei Tadeu Ferreira, vice-presidente jurídico da ABRH Brasil, apontou alguns detalhes que vão afetar a gestão de RH - como, por exemplo, a longevidade do brasileiro que subiu de 50 para 74,6 anos em meio século.

Várias gerações já trabalham juntas num mesmo local de trabalho, e a tecnologia é uma ferramenta importante para compartilhamento de conhecimento. Com isso, os trabalhadores atuam de várias formas.

Citando Klaus Schwab, Wolnei comentou que com a nova economia on demand, os prestadores de serviço não são mais empregados no sentido tradicional, trabalhando de forma independente e na execução de tarefas específicas.

Ele ainda comentou que a 4ª. Revolução Industrial reúne as mais diversas tecnologias, e que ainda vai fazer com que as crianças que hoje estão no ensino fundamental trabalhem com sistemas e processos que nem existem atualmente.

O vice-presidente jurídico ainda ressaltou a automatização de atividades operacionais nos próximos dois ou três anos, fazendo com que haja uma grande migração de empregos com a extinção de certas funções.

Nesse sentido, ele apontou alguns itens da Reforma Trabalhista, como:

  • Valorização da negociação coletiva;
  • Flexibilização de jornada de trabalho;
  • Regulamentação do teletrabalho;
  • Fracionamento de férias, entre outros pontos.

O impacto para a gestão de RH será em questões como fracionamento de férias, equiparação salarial, meritocracia, entre outras ações.

Terceirização

Lívio Giosa, presidente do Grupo ADVB, destacou que a prestação de serviços é realidade no país desde 1990 com a introdução do conceito da Terceirização.

Para a área de Gestão de Pessoas, o maior desafio seria a decisão pela escolha entre a automatização e a utilização de mão de obra.

Segundo Giosa, o RH deve pensar em algumas premissas relacionadas à qualidade, preço, prazo e inovação tecnológica associado a disponibilização dos recursos metodológicos, materiais e humanos para a prestação do serviço.

Ele ainda destacou alguns pontos da Lei da Terceirização, como a liberdade de relações comerciais entre as empresas com base nas premissas citadas anteriormente, e a reavaliação de fornecedores numa nova dinâmica de construção de valor para o negócio - com destaque para a segurança jurídica para a adoção desse modelo de gestão.

No setor público, Giosa destacou que a lei das licitações ainda é um impeditivo para a adoção plena da Terceirização.

 

Por Vanderlei Abreu, do Meta News

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