Jorge Fornari na essência

Em entrevista para o Portal Meta News, Fornari fala sobre sua carreira e os principais pontos que aborda em seu novo livro "O Executivo na Essência"

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10 de Agosto
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O hoje consultor Jorge Fornari Gomes construiu uma sólida carreira como executivo de Recursos Humanos em organizações como American Express, Claro e RedeTV!. Recentemente lançou o seu segundo livro, “O Executivo na Essência”, pela editora Évora e esteve no dia 5 de agosto no Grupo Meta RH para falar com um seleto grupo de profissionais de Gestão de Pessoas sobre as bases que traduzem a essência do ser humano e, consequentemente, suas atitudes e comportamentos no trabalho.
Nesta entrevista para o Portal Meta News, Fornari fala sobre sua carreira e os principais pontos que aborda em seu novo livro.

 

“O Executivo na Essência” é seu segundo livro. O que o motivou a lançar esta segunda obra? 

Sim. O primeiro foi “A Terceira Competência. Uma oportunidade para a revisão do seu Modelo de Gestão”, pela Editora Qualitymark, em 2004. Várias foram as razões para o lançamento deste segundo, mas a principal foi a de que eu planejava iniciar minha carreira de escritor e me dediquei nos últimos quatro anos a estudar, ler, aprender e escrever. O que eu esperava que fosse algo diferente. Detestaria cair no lugar comum. Acho que cheguei lá.

 

Em linhas gerais, qual é o conteúdo do livro?

Ele trata dos nossos comportamentos indesejados, aqueles que, em geral, são impulsivos e não temos condições de segurar, que são explosivos ou implosivos e nos geram consequências emocionais e sociais, algumas vezes devastadoras. Na pesquisa, fui às raízes, à evolução humana. Concluí que nossos piores comportamentos decorrem da maneira como nossa espécie se formou. Que somos animais bem formados do ponto de vista genético, mas primitivos do ponto de vista do uso da nossa mente social.
 


Você foi executivo de RH de grandes organizações e depois assumiu uma posição na área comercial em uma empresa de locação de mão de obra para o setor de Óleo e Gás. Como foi vivenciar essa mudança de área?

Foi uma experiência excelente. Por um período deixei de ser um RH típico e passei a comandar uma pequena área de negócios. Cuidava de uma operação confiável e de qualidade, e criava relacionamentos comerciais que garantissem bons contratos. Eu sempre acreditei que tinha competências para tal, assim foi bom me colocar à prova.

 

Você julga ser importante para o profissional de RH ter vivência em outras áreas como você teve? Por que?

Acho que todos profissionais deveriam iniciar suas carreiras em vendas, pois, na verdade, é o que fazemos a vida inteira. Às vezes vendendo uma ideia, um projeto, ou a si mesmo.


Desde 2012 você vem atuando como consultor. Quais são suas áreas de atuação?

Tenho duas frentes. Uma voltada ao desenvolvimento organizacional e faço isso por meio do alinhamento do modelo mental de gestão dos principais executivos. Um dos maiores problemas das empresas é o desencontro na maneira como a direção pensa e age entre si. Cada um tem sua perspectiva e isso leva a uma enorme perda de energia organizacional, que em última instância representa dinheiro. Utilizo um modelo de avaliação organizacional que desenvolvi para levantar as diferenças nas percepções dos executivos, para depois buscar o alinhamento entre eles. 
A segunda frente é o desenvolvimento de gestores, em particular de executivos. Neste caso, as ações são alinhadas ao que a empresa já dispõe. Em geral, os gestores têm dificuldades de lidar com o desenvolvimento das pessoas e de si mesmo. Assim, procuro identificar a melhor maneira de mudar a perspectiva e o comportamento deles ao invés de apenas implantar um programa de RH.

 

Há bastante tempo você leva um hobby bastante a sério, a música, inclusive chegou a se apresentar em mais de uma edição do CONARH. Qual é o ritmo que você toca? Qual é o nome da sua banda? Onde vocês se apresentam?

Minha especialidade é o Rock dos anos 1950, 1960 e 1970. Para atender as barreiras econômicas do mercado de entretenimento, ela cresce e encolhe. Ela pode ser uma dupla que usa playback ou um sexteto com sax e piano. Ela se chama “Double G” e tem um cognome de Old Cats, Young Hearts. Tocamos em dupla semanalmente no Happy Hour do bar Charles Edward, e um sábado ao mês no piano bar do Clube Pinheiros. Uma ou duas vezes ao ano fazemos um show no Bourbon Street, sempre em São Paulo.
 


Qual é a importância que você dá a esta segunda carreira?

A música é parte de mim. Sinto-me privilegiado por poder fazer o que gosto. Não consigo me ver sem poder tocar. Levo o tema profissionalmente e acredito que conseguimos um resultado muito bom. Quem quiser ver o que fazemos é só dar uma olhada no site www.jorgefornari.com.br onde pode saber mais das coisas que ando fazendo.

 

Por Vanderlei Abreu

Fonte: Meta News.

 

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